A Secretaria Municipal de Saúde de Primavera do Leste confirmou, na quarta-feira, 01, o terceiro caso de sarampo no município. O anúncio foi feito por meio de nota oficial e na manhã desta quinta-feira, 02, durante coletiva de imprensa conduzida pela secretária de Saúde, Laura Leandra, com a presença de representantes da Secretaria Municipal, Secretaria Estadual de Saúde (SES) e do Ministério da Saúde, foram repassados detalhes a respeito do caso, bem como as ações que estão sendo intensificadas.
Segundo a secretária, trata-se de uma criança de um ano, não vacinada, pertencente ao mesmo núcleo familiar dos dois primeiros casos registrados, os quais contraíram a doença em visita à Bolívia. O paciente esteve internado, mas já saiu do período de transmissão. “Ela já estava em contato com os primeiros positivados, e reforçamos a importância da imunização para evitar novas ocorrências”, destacou Laura.
Desde a confirmação do primeiro caso, a Secretaria de Saúde adotou medidas emergenciais para ampliar a imunização. Um caminhão itinerante percorre bairros durante o dia e pontos estratégicos à noite, como praças, postos de combustíveis e supermercados. Nesta quinta-feira um segundo caminhão, enviado pelo estado, chega ao município para ampliar ainda mais o alcance das vacinas.
Além disso, todas as unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF), mantém a vacinação diária, assim como duas delas, as dos bairros Parque Eldorado e Buritis, oferecem atendimento em horário noturno para ampliar o acesso da população. De acordo com os dados apresentados, já foram aplicadas mais de 6 mil doses de multivacinas e 1.200 específicas contra o sarampo. “Pela quantidade da população, precisamos enfatizar que ainda há muita gente para vacinar. Com a chegada de mais um caminhão, a partir de agora a linha de frente será a zona rural”, informou a secretária.
Em outra frente, em parceria com a Secretaria de Educação, foi elaborado um cronograma para levar o caminhão itinerante às escolas do município. Diretores, coordenadores e supervisores participaram de reuniões de alinhamento. Ao memso tempo as escolas particulares também foram envolvidas, com orientação para exigirem o calendário vacinal atualizado no ato da matrícula. “É um trabalho de conscientização amplo, envolvendo toda a rede de ensino, pública e privada, para garantir a segurança das crianças”, explicou Laura.
Monitoramento e bloqueio de contatos
A secretária explica que uma força-tarefa de vigilância está monitorando cerca de 400 pessoas que tiveram contato com os casos confirmados, incluindo familiares, vizinhos e profissionais de saúde. Foi realizada vacinação de bloqueio em contatos diretos e orientação sobre sintomas da doença. Esse trabalho ocorreu de forma intensa nos primeiros dias, com equipes indo de casa em casa.
Durante a coletiva, a secretária reforçou a gravidade do sarampo, especialmente em crianças menores de 5 anos. “O sarampo é uma doença grave, que já foi erradicada do país. Reforçamos que o melhor caminho é a imunização. Um dos genitores dessa família estava vacinado, teve contato com os positivados e não contraiu a doença, o que comprova a eficácia da vacina”, afirmou.
Além das presenças dos técnicos do estado e do Ministério da Saúde que permanecem na cidade desde a notificação do primeiro caso, auxiliando nas estratégias de imunização e monitoramento, outras ações integradas também acontecem. Foi criada uma sala de situação, reunindo diariamente representantes da saúde, educação, assistência social, agricultura e vigilância sanitária, para revisar metas e definir ações. Além disso, está em andamento a capacitação contínua dos profissionais da saúde e a Secretaria tem monitorado parte da população por meio de ligações e mensagens da Vigilância.
A vacinação contra o sarampo é indicada para pessoas de 6 meses a 59 anos, sendo que as crianças a partir de 6 meses já devem receber a chamada “dose zero”, além das duas doses previstas no calendário. A secretária reforçou que, mesmo em casos de dúvida, é fundamental se vacinar novamente. “Se a pessoa não tem registro da vacinação, recomendamos que faça de novo, pois o mais importante é garantir a imunização e se cada cidadão fizer sua parte ajudará a manter Primavera do Leste livre do sarampo”, finaliza Laura.











